10 outubro 2012
10 agosto 2012
É possível engravidar tomando anticoncepcional?
Mulher Alternativa
http://www.mulheralternativa.net/2011/01/e-possivel-engravidar-mesmo-tomando.html

Essa pergunta para muitas mulheres pode parecer bobinha, já que praticamente todas nós conhecemos amigas, primas, parentes, mães, etc. que engravidaram durante o uso da pílula. A questão é: geralmente quando uma mulher alega que engravidou tomando pílula, ela é culpabi
Só que, não importa o quão direitinho você tome a pílula ou o quão eficazes sejam os anticoncepcionais, há algumas coisas que podem interferir no seu efeito fazendo com que eles deixem de proteger você contra uma gravidez indesejada.
É responsabilidade do ginecologista orientar adequadamente (inclusive sobre interações medicamentosas) suas pacientes e esclarecer que, apesar de bastante eficazes, os contraceptivos orais não oferecem 100% de segurança (como nenhum método aliás, excetuando-se o celibato).
O mesmo ginecologista deveria ainda alertar para os graves riscos da associação de anticoncepcionais hormonais com o fumo, podendo levar a AVCs muito graves mesmo em mulheres jovens. Igualmente, efeitos colaterais importantes do uso crônico de hormônios, como alterações psíquicas, metabólicas e até mesmo indução de infertilidade no futuro, deveriam estar claros ANTES do início do uso da pílula.
Porém, para tanto, os ginecologistas deveriam antes de tudo se informar com um olhar mais amplo e em segundo lugar dedicar um tempo adequado de suas consultas para fazer as devidas orientações, mantendo um contato próximo, terapêutico e amigável com suas pacientes.
Por interferência da Indústria Farmacêutica e dos Planos de Saúde, estes procedimentos que deveriam ser a base de qualquer relacionamento médico-paciente, acabam ocorrendo de forma falha ou não ocorrendo de forma alguma. É preciso refletir sobre esta situação!
- DIARRÉIA é uma causa comum de gravidez durante o uso de anticoncepcionais. Quando você tem uma diarréia o teu intestino para de absorver nutrientes e - tcharam - também o hormônio ingerido por via oral (pílula).
- VÔMITOS também dificultam a absorção dos hormônios da pílula (via oral), já que uma parte deles é absorvido no estômago. Ressacas seguidas ou doenças que te fazem vomitar podem te deixar vulnerável a uma gravidez indesejada.
- ANTIBIÓTICOS, sobretudo os de amplo espectro, influenciam na absorção do hormônio e na eficácia de vários tipos de anticoncepcional, não somente as pílulas (via oral). Vale perguntar quando o médico receitar.
- IMUNOSSUPRESSORES como alguns antialérgicos (prednisona, por exemplo) também afetam a capacidade do corpo de processar os hormônios, deixando você vulnerável a uma gravidez indesejada.
02 julho 2012
A Luz das Mariposas

mada “ditirambo”, o sacerdote de Dioniso chamado iaco, encarnado na figura do corifeu, cantava empunhando o tirso (bastão sagrado), uma história mais ou menos improvisada e como resposta, um refrão tradicional era cantado pelo coro. O coro representava as mulheres da Trácia que foram as principais adoradoras de Dioniso, conhecidas como “mênades”, em Grego, ou “bacantes”, em Latim: as “loucas de Dioniso”. Embriagadas ou possuídas, essas mulheres lançavam sobre si cinzas e pó e refugiavam-se em locais ermos, em contato com a natureza selvagem e com o deus silvano que coabita com sátiros e ninfas. Há várias referências de grupos femininos que perambulavam pelas montanhas e bosques num estado de permanente frenesi, alimentando-se de ervas, bagas silvestres e leite de cabra, porém segundo senso comum, sendo alimentadas pelo próprio Dioniso. A origem psico-sociológica deste comportamento provavelmente derivasse de uma reação à exclusão cada vez maior das mulheres da vida coletiva, uma espécie “vingança” do feminino coletivo contra o patriarcado. O afastamento voluntário e a conseqüente entrega a um estado de possessão, seguidos de um tremor báquico, onde embriaguez e a devoração de animais se intercalavam, atuavam como uma terapia à sua crescente marginalização. Diga-se que essa bizarria não passou despercebida aos médicos e sociólogos gregos daquela época, que a definiam como uma forma de loucura: o “coribantismo”. O atingido por tal loucura via estranhas figuras, ouvia o som de flautas e caia num profundo paroxismo, sendo atacado por um furor irresistível de dançar. Portanto, o culto dionisíaco conservou, como um componente essencial, essas explosões imprevisíveis, anárquicas e passionais, que fizeram com que Nietzsche as identificasse como as autênticas manifestações de uma vitalidade aprisionada pela moral, pelo preconceito e pela razão.
Já “Prometeu Acorrentado” de Ésquilo, datada entre 452 e 459 aC aproximadamente, apresenta-nos um drama vivido por deuses, onde o humano é mero objeto cênico. A tragédia fazia parte da trilogia composta pelas peças: “Prometeu Acorrentado”, “Prometeu Libertado” e “Prometeu Portador do Fogo”, e foi a única destas que permaneceu. Prometeu é “aquele que sabe antes”, o senhor da profecia, guardião das surpresas do futuro e é com este “saber antecipado” que prometeu desafia Zeus: um importante segredo ameaça o trono olímpico. Ele o conhece; Zeus, não.
“Tu me invejas!
Eu honrar a ti? Por quê?
Livras-te a carga do abatido?
Enxugaste por acaso a lágrima do triste?
Por acaso imaginaste, num delírio,
que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo
por alguns dos meus sonhos se haverem
frustrado?
Pois não: aqui me tens
e homens farei segundo minha própria imagem:
homens que logo serão meus iguais
que irão padecer e chorar, gozar e sofrer
e, mesmo que forem parias,
não se renderão a ti como eu fiz"
“Prometheus”, Goethe (1774)
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Prometeu é então o “Portador do Fogo”, assim como Lúcifer é o “Portador da Luz”. Este é o ser divino que inevitavelmente brilha “como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a Estrela d’Alva (Lúcifer) surja em vossos corações” (Pedro 1:19). Os judeus o chamam de Heilel ben-Shachar, onde heilel significa “Vênus” e ben-shachar significa "o luminoso, filho da manhã". Interessante observar que o próprio Jesus Cristo é também a estrela da manhã que ilumina até o fim dos tempos toda escuridão, como em Apocalipse 22:16 onde está escrito: "eu, Jesus, enviei o meu anjo. Ele atestou para vocês todas essas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de David, sou a estrela radiosa da manhã". Igualmente, a serpente do Éden também é a portadora desta mesma consciência: aquela que traz o fruto da “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” (Gên 2:9, 16, 17; 3:1-24). A serpente ígnea nos apresenta a imagem do Logos Criador, o “fogo serpentino” que dorme enroscado três vezes e meia dentro do chacra Muladhara, situado no osso coccígeo. Lúcifer ainda guarda uma identificação com manas, a mente dual, a inteligência espiritual que habita em todos os homens. Deste ponto de vista, tanto é o divino que aceita voluntariamente cair na matéria, como também é o agente que foge por si mesmo da animalidade e resgata-se para uma vida superior, sendo ao mesmo tempo o tentador e o verdadeiro redentor interno de cada um. "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías 14:12-15).27 maio 2012
The Alchemy of Love
from another world
From beyond the stars
and void of space.
Transcendent, Pure,
Of unimaginable beauty,
Bringing with you
the essence of love
You transform all
who are touched by you.
Mundane concerns,
troubles, and sorrows
dissolve in your presence,
Bringing joy
to ruler and ruled
To peasant and king
You bewilder us
with your grace.
All evils
transform into
goodness.
You are the master alchemist.
You light the fire of love
in earth and sky
in heart and soul
of every being.
Through your love
existence and nonexistence merge.
All opposites unite.
All that is profane
becomes sacred again.
de outro mundo
De além das estrelas
e vazio do espaço.
Transcendente, Puro,
De uma beleza inimaginável,
Trazendo com você
a essência do amor
Você transforma tudo
que toca.
Preocupações mundanas,
problemas e tristezas
se dissipam em sua presença,
trazendo alegria
ao governante e governado
Para o camponês e para o rei
Você confundir-nos
com sua graça.
Todos os males
se transformam em
bondade.
Tu és o mestre alquimista.
Você acende o fogo do amor
na terra e no céu
no coração e na alma
de cada ser.
Através de seu amor,
existência e não existência fundem.
Todos os opostos se unem.
Tudo o que é profano
torna-se sagrado novamente.
22 abril 2012
O Mundo do Crack
Marcelo dos Santos Clemente, de 27 anos, que trabalhou durante sete meses na Cracolândia, em São Paulo, e que morreu subitamente.
Com cenas impressionantes do submundo do crack, o jornalístico da Record usou relatos de um médico, formado na USP (Universidade de São Paulo), mas que dedicou parte de sua vida a salvar outras vidas.
A reportagem demorou três meses para ser realizar. O trabalho de qualidade foi reconhecido pelos telespectadores da Record.
Assista na íntegra:
27 dezembro 2011
A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

Estamos ultrapassando um ciclo evolutivo, e temos que estar preparados para o Novo Mundo que está para surgir, exatamente como a crisálida está para a lagarta e para a borboleta: mais do que um envelope protetor, a crisálida representa um estado eminentemente transitório entre duas etapas do devenir, a duração de uma maturação. Implica a renúncia a um certo passado e a aceitação de um novo estado, condição de realização. Frágil e misteriosa, como uma juventude cheia de promessas, a crisálida inspira respeito, cuidados e proteção. Ela é o futuro imprevisível que se forma.
Não, o mundo não vai acabar em 21 de Dezembro de 2012! A atual Transição planetária ocorre num processo que engloba aproximadamente de 1980 a 2020, quando o planeta Terra e sua humanidade estão sujeitos a grandes transformações. Estas transformações encontram-se em seu auge. 21 de Dezembro de 2012 marca o fim de um ciclo definido pelo Calendário Maia e esta apenas marcará a transição deste cilco para um novo: o fim da ênfase materialista da civilização ocidental.
Mais antiga das civilizações pré-colombianas, os Maias floresceram entre os séculos II e IX da nossa Era, ocupando as planícies da Penísula de Yucatán, onde hoje fica o México, quase toda a Guatemala, a parte ocidental de Honduras, Belize e regiões limítrofes. Eles constituíam povos que falavam línguas aparentadas e elaboraram uma das mais complexas e influentes culturas da América. Enquanto a Europa mergulhava na Idade das Trevas, os habitantes da América Central estudavam astronomia, tinham dois calendários - um solar de 365 dias, o Haab, e um sagrado de 260 dias, o Tzolkin - e um sofisticado sistema de escrita por hieróglifos. Por volta do ano 900, o antigo império Maia começou a sofrer um declínio de população, e seus suntuosos centros urbanos foram abandonados por motivos até hoje misteriosos. Seus habitantes voltaram à vida simples nas aldeias no campo, onde seus descendentes vivem até hoje.
O que você acharia se alguém lhe dissesse que Deus está no centro da galáxia, de onde emite ordens que nos são transmitidas através dos raios solares? Essa era a idéia que os maias faziam de Deus, a quem chamavam de Hunabku - e diziam ser a energia radiante existente no núcleo da Via Láctea. Segundo eles, Hunabku se comunicaria com a Terra pela radiação galáctica transmitida para nós através do Sol. O Sol, portanto, não seria apenas a fonte e o sustentáculo da vida, mas também o mediador da informação que chega até ele de outros sistemas estelares através da energia radiante. A data do próximo Solstício de Verão Austral é tão importante para os maias porque nela haverá a perfeita conjução do nosso Sol com este centro da galaxia, do ponto de vista terrestre.
Esse povo da América Central acreditava em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles, nós estamos vivendo na quarta era do sol - sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores. Segundo a cronologia Maia, a era atual começou em 10 de agosto de 3113 a.C. (data que marca o Nascimento de Vênus), e deve terminar em 22 de dezembro de 2012, quando esta estrela "morrerá" simbolicamente, ou melhor, desaparecerá por trás do horizonte ocidental, no mesmo instante em que as Plêiades nascerão a leste. Mas "o tempo dos Maias não era imediatista. As transformações não vão acontecer de uma hora para outra. Elas já vêm acontecendo desde 1988", diz Beuttenmüller, especialista em profecias maias.
Assim, 2012, ano que assinala para a humanidade o início de um período de regeneração, com o surgimento de tecnologias não-materialistas e ecologicamente harmônicas. O problema do mundo não é de falta de recursos financeiros ou de recursos naturais, e sim a má distribuição. Essas diferenças sociais brutais têm apenas uma única causa que as gerou e que as sustenta: o ego! Somente com os recursos gastos no mundo anualmente com armamentos, daria para todos os cidadãos do planeta possuir casas, alimentos, educação e assistência médica. É dessa forma que o homem conduz seu mundo e é esta forma de conduzi-lo que gera violência, alienação, desequilíbrio ecológico, pobreza, doença e sofrimento. Tudo absolutamente evitável!
Hoje em dia, a grande doença do consumo e da tecnologia envenenaram o mundo e as pessoas: a Babilônia descrita no Apocalipse. Mais do que nunca o homem está isolado dentro de um corpo e se sente apenas um ego. Deixa-se guiar pela Ciência: não há vida após a morte e acredita que só esta vida e esta experiência é a realidade total, fazendo tudo apenas para seu ego. Vive para engrandecer este ego. Somos um conjunto de egos lutando e pisando uns nos outros, competindo para sermos os melhores, os maiores e fazermos sucesso.
O mundo vai mudar. De um jeito ou de outro, mas irá mudar... Todos sonham com um mundo melhor, com um mundo de paz, fartura e felicidade para todos. Mas é fundamental saber que este novo mundo começa a ser construído pelo ponto básico: você! E a melhor maneira de transformar-se a si mesmo e, em consequência, o mundo, é abrir mão do ego: romper a sua casca, dirigir sua vida para o despertar de sua consciência interior. Desapego é o lema! O apego é uma das maiores ilusões da vida terrena e é uma das fontes de maior sofrimento. Quanta dor, quantas lágrimas por nada! Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego! Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.
O Apocalipse começa e termina dentro de cada um: assim como vêm o dia e a noite. A transformação deverá ocorrer em todos os sentidos mas a principal é aquela que deverá ocorrer dentro do Ser Humano. Em 2012, cultive CONTETAMENTO E SAÚDE!
16 dezembro 2011
Léolo

moi je ne suis pas..."
"Rêver comme un beau garçon.
Rêver sous l'alouette.
Rêver, moi, toujour je rêve,
c'est pour ça que je ne suis pas...
Rêver, j'y adore souvent.
Rêver, beaucoup meilleur que la vie.
Rêver, moi, tout le jour je rêve,
c'est pour ça que je ne suis pas...
Je ne suis pas pauvre (assai),
je ne suis pas fou (ormai),
et je ne suis pas mort encore...
C'est que je suis trés impacient:
je suis jeune, je suis drôle,
mais moi, je ne suis pas..."
Leo, ou Leolo como prefere ser chamado, é um garoto solitário e sonhador, apaixonado pela Itália. Ele também admira muito seu irmão mais velho, um fisiculturista tão grande quanto frágil, e sua sensual vizinha, com quem sonha situações um tanto ousadas para a sua pouca idade.
01 dezembro 2011
Neste fim de ano: BRINDE COM ÁGUA

Em algumas culturas é considerado ofensivo brindar-se com água. Nada mais injusto para com este líquido que com certeza é o mais importante líquido deste planeta. Nenhum outro líquido dito hidratante faz esse papel com tanta eficiência. Sim! Cuidar da saúde do seu corpo começa com um simples copo d'água.
Não é preciso sentir sede para beber água, sede é sinal de desidratação! Quando ocorre uma ingestão insuficiente ou perda excessiva de água, o organismo responde reabsorvendo mais água, por isso pessoas que bebem pouca água vivem com retenção de líquidos. Vários mecanismos atuam em conjunto para manter o equilíbrio hídrico do organismo. Um dos mais importantes é o mecanismo da sede. Para um adulto em condições normais, a recomendação de ingestão de água é de 35ml/kg de peso corporal, ou 2 a 2,5 litros de água por dia.
Não é necessário o consumo de água engarrafada; o consumo de água tratada e purificada é também, por si só, excelente, por ser um consumo responsável da água, eliminando grande parte dos impactos ambientais da produção das embalagens, seu transporte e disposição final. O plástico tem como matéria-prima o petróleo e o gás natural, dois recursos não renováveis. Além disso, são usadas mais de 1,5 milhões de toneladas de plástico só para fabricar garrafas de água. O plástico liberta algumas toxinas e, contrariamente ao que muitos pensam, algumas substâncias podem ser mais difíceis de controlar na garrafa do que na torneira, uma vez que estas se armazenam durante períodos mais longos e a temperaturas mais altas, aumentando até níveis tóxicos a concentração de microorganismos que em pequenas concentrações não são prejudiciais à saúde.
A água é considerada como purificadora na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca. O exemplo do batismo nas igrejas cristãs é praticado com água, simbolizando o nascimento de um novo ser, purificado com remissão dos pecados. Verifica-se que, nas mitologias politeístas, os deuses vinculados à água — Yemanjá, Vishnu, Enki e Poseidon (Netuno), para citar alguns exemplos —, em regra, possuem mais seguidores, gozam de maior prestígio ou ocupam graduação mais elevada em relação às demais divindades representantes de outros fenômenos naturais. Seguindo um princípio semelhante, em outras religiões, incluindo o Judaísmo e o Islamismo, é ministrado aos mortos um banho de água purificada, simbolizando a passagem para a nova vida espiritual eterna.
Além de tudo isso, qual a vantagem mesmo dos demais “líquidos brindantes” sobre a água? O álcool, seja ele sob forma fermentada ou destilada, ao contrário da água, promove uma desidratação do corpo, aumentando em muito a diurese, além dos evidentes efeitos psíquicos, que tanto prejudicam os relacionamentos sociais, familiares e causa déficit na coordenação motora, o que muito freqüentemente leva a acidentes.
Ah sim! Há o tal do “status”. Status é comprar coisas que você não quer, com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é. O conteúdo do seu copo na hora do brinde não há de definir quem de fato você é. E se formos definir uma pessoa pelo “líquido brindante” que utiliza, a água com certeza absoluta é o mais nobre dos brindes. Chique é ser simples. Pense nisso.
Você precisa saber!
· A proporção de água no seu corpo é a mesma da água do planeta terra, ou seja, 70%.
· Na terceira idade a porcentagem de água do nosso corpo cai para até 55%.
· Um bebê deve ingerir 150 ml de água por quilo do seu peso, já as crianças devem beber 55 ml por quilo do seu peso.
· Os processos fisiológicos do seu corpo usam em torno de 3 litros de água por dia.
· A respiração elimina em torno de 4 copos e a transpiração mais 2 copos.
· Em torno de 1,5 litros de água passam por cada um dos seus rins diariamente.
· Seus pés liberam em média meio copo d'água por dia.
· O seu cérebro é composto por 75% de água.
· Os alimentos são responsáveis por fornecer 40% da água para o corpo.
· O seu organismo elimina cerca de 10 copos de água por dia.
25 outubro 2011
"The Jaeger"
The jaegers had flown upon the coast
hunting for someone who could the most
end the pain within the oldest chest
- of this lonely and forgotten rest.
Once they were many among the ghosts,
never one, never lone, never frost,
ever flying, believing their will
- will finally reach the goal to fulfill.
I am the very last jaeger left
- desperate through the ravens' thrill
- and the eerie sounds of their kill.
- Will I succeed? Could I be the best?
Left aside, left behind, left alone
over dead lands and the dried swamps.
Very one who dared to go on,
even hesitant, confident nevertheless...
.
22 julho 2011
O Desenvolvimento da Personalidade

por Bernardo de Gregorio
Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta
Segundo Sigmund Freud e, em especial, segundo seu discípulo Wilhelm Reich (com o qual eu me identifico muito mais do que com o "Pai da Psicanálise"), existem fases bem marcantes do desenvolvimento da personalidade que ocorrem desde o nascimento (ou ainda intra-útero) até mais ou menos a idade de 5 ou 6 anos. Todo este desenvolvimento está baseado na idéia de prazer e desprazer, aliás, pode-se dizer que de certo modo toda a vida humana se baseia nestes dois conceitos subjetivos. Compartilham destas idéias pesquisadores como Carl Gustav Jung e Melanie Klein, também discípulos de Freud. Diferenças de nomenclatura e de alguns conceitos há, é certo, mas com idéias centrais sobre o desenvolvimento da personalidade bem similares. Desta forma, fala-se de libido, como forma de expressão desta busca de prazer, fazendo-se inevitavelmente associações sexuais. É claro que a sexualidade e a libido não são vivenciadas por uma criança da mesma forma com que os adultos o fazem. Pensar assim seria um absurdo! Porém o impulso sexual nascente existe e está lá desde muito antes do nascimento, como esta eterna busca pelo prazer que marca cada um de nós, Seres Humanos.
Imaginemos um feto vivendo em seu mundo líquido lá no útero. Tudo é prazer! Nada o incomoda: não há frio, não há fome, não há sede, não há mundo exterior. O feto está envolto em uma vivência de eterna felicidade, ele está no paraíso, por assim dizer. Nenhum esforço, nenhum problema, apenas sonhos idílicos e delicados em tons lilases. Uma grande ruptura desta eternidade ocorre com o parto. O Parto talvez seja a maior de todas as crises que uma pessoa enfrenta em sua vida, apenas comparável à morte (talvez). Já no início do trabalho de parto a vivência paradisíaca é quebrada por desagradáveis contrações uterinas e o feto se sente rejeitado pela mãe-útero. Seu mundo está preste a ruir para todo o sempre. Com o nascimento propriamente dito, momentos de terrível desconforto são experienciados pela primeira vez: o contato frio e rude com o ar, a respiração que infla dolorosamente seus pulmões, a sensação de tato que fere sua pele delicada, a luz que agride seus delicados olhos, os sons que o aterrorizam. Condenado a viver daquele ponto em diante em um mundo hostil e rude, este recém-nascido terá que se alimentar até o último de seus dias para se manter vivo.
Inicia-se neste ponto a primeira fase do desenvolvimento da personalidade que é conhecida como “fase oral", onde a libido infantil se concentra na zona erógena da boca, representante físico da imperiosa necessidade de alimentação. Todo o mundo do bebê se resume na sensação de prazer total quando ele mama e se sente plenamente satisfeito. Mas sempre há a fome, que lhe traz aquela sensação de morte e destruição eminente. Pelas graças dos céus, há aquela entidade “supra-sensível” conhecida como “seio materno”, que evidentemente pode muito bem estar representada por uma mamadeira ou talvez pelo distante consolo de uma chupeta. Normalmente este ser, o “seio materno” vem acompanhado daquele agradável pulsar cardíaco que traz doces lembranças do útero, por aqueles odores conhecidos e reconfortantes, por aquela voz aconchegante. Mas o que fazer quando o tal “seio materno” não está lá? A única alternativa é chorar a plenos pulmões e padecer de uma angústia infinita. Para o bebê não há meios termos: ou ele está no céu, ou no inferno. Não existem nem o mundo externo, nem as demais pessoas e objetos que dele fazem parte. É uma vivência autista e extremista. Mais ou menos assim se passa primeiro ano de vida.
Por volta de 1 ano de idade o bebê já engatinha e começa andar. Assim, seu isolamento do mundo torna-se muito menor e o espaço se abre aos seus sentidos. Com a exploração do mundo à sua volta, aparecem também as primeiras regras, os "pode" e “não pode" desta vida e, com eles, as primeiras frustrações oriundas da funesta palavra "não". Nos saudosos tempos do berço o bebê jamais ouviu esta palavra desagradável que o perseguirá por toda sua vida. Como enfrentá-la? O problema aqui é que o bebê não tem a menor idéia do que é permitido e do que é proibido. Ele deve descobrir por si só e pelo método da tentativa e erro (na verdade muitos erros!). Um dos "não pode" mais importantes é a idéia de controle dos esfíncteres: fazer “cocô” no piniquinho "pode", em qualquer outro lugar (como no tapete da sala, por exemplo), "não pode". Como entender isso??? Este é um dilema insolúvel para todo Ser Humano nesta idade. Além disso, resolvido este primeiro enigma, outros imediatamente se apresentam: onde fazer “xixi”??? Como saber quais objetos "pode" (o chocalho, por exemplo) e quais "não pode" (o vaso Ming de estimação da mamãe, por exemplo, ou a convidativa tomada na parede da sala).
Frente a todo este complexo universo que se apresenta ao bebê de repente, entre uma crise existencial e outra, a criança acaba por deduzir que ele jamais aprenderá tudo isso. O bebê só faz "cagada" (literalmente): a mamãe o odeia, o papai tem vergonha dele, é uma criança feia e má. Sua única chance de sobrevivência é assumir esta inferioridade frente ao universo e tomar seu lugar no “hall” dos perdedores e fracassados. Esta é a fase anal masoquista: se a criança é punida, ela se sente confortável e de alguma forma imagina que realmente merece ser o objeto de todo este castigo divino. Com o tempo o “não” passa a soar como música aos seus ouvidos: a mamãe briga, mas esta é uma forma de obter atenção sobre este “miserável ser”. O papai ralha, mas neste momento ele existe frente a seus olhos. Que outro remédio a criança “feia e má” pode esperar deste mundo cruel? Ele curva sua coluna e recolhe à sua insignificância... Neste período, a zona erógena mais importante passa a ser o ânus. Esse tal esfíncter que o levou a desgraça e à ruína é o símbolo máximo de todo este processo e, evidentemente, o que sai dele: o “cocô”!
Mas, nem tudo é assim tão sombrio: um dia, mais cedo ou mais tarde, a criança aprende a maioria dos "pode" e "não pode" que seu mundinho doméstico possui. É chegada pois a hora da doce vingança! Agora a criança se transforma em "cri-onça" e parte para a tortura deliberada dos pais: uma revanche totalmente justa dos tempos de masoquismo. Como é divertido ver a mamãe gritando e arrancando os cabelos quando a gente finge que vai derrubar o vaso Ming! Como é deliciosamente eletrizante ver o papai desesperado quando a gente finge que vai se jogar do galho da árvore, sabendo que isso o preocupa! Mesmo que eles bronqueiem, intimamente a criança sabe quem está no controle da situação: ELA! A "cri-onça" é o centro das atenções familiares (por bem ou por mal!), a "cri-onça" manipula todos os seres do (seu) mundo, como um deus despótico e vil. Ela, e somente ela, possui o poder sobre o bem e o mal do mundo, sobre a felicidade de todos que a rodeiam. Este período de controle coincide com o controle perfeito dos esfíncteres (inclusive o “xixi” de noite) e é conhecido como fase anal sádica. Neste período, o ânus continua a ser a zona erógena principal, mas de outra forma: a retenção das fezes é que lhe dá a sensação de onipotência vivida como prazer, não mais a liberação. Evidentemente a urina também exerce o mesmo papel manipulador e aos poucos a criança descobre também a zona erógena genital.
Depois disso, dos 3 anos e meio aos 4 e meio, vem o que se chama de período pré-edípico, seguido pela fase edípica clássica ao redor dos 5 anos. Estas fases são bem mais complexas do que as anteriores e é aqui que haverá a separação dos gêneros masculino e feminino e a formação da identificação com um deles e o contato com os impulsos hetero e homossexuais. Resumidamente, por não ser de tanto interesse aqui, podemos dizer que os meninos rapidamente descobrem que possuem um “pipi”. O papai também tem, mas a mamãe não tem... Como pode ser isso? O “pipi” do papai lhe dá super-poderes extraordinários! Ele pode falar com aquela vozona grossa, ele é alto e forte. Até mesmo a mamãe, que também tem lá seus super-poderes, recua frente o poder do “pipi” do pai. Se o menino também tem um “pipi”(se bem que nada comparável com aquele lá do papai), ele também deve possuir esses super-poderes. Porque não usá-los para conseguir tudo o que quer? Mas como? Ora, exatamente como faz o papai: contra a mamãe. E assim o menino faz.
Totalmente seduzida e “domada” pelos poderes mágicos do “pipi”, a mamãe se torna dócil, meiga e gentil. A mamãe faz aquelas comidas gostosas, faz carinho e brinca bastante. Pena que de noite o papai volta lá do trabalho e tudo acaba, porque tem aquela coisa que se chama “hora de dormir”. O papai usa o poder do “pipi” dele p’ra expulsar o menino da presença da “fada madrinha” e o tranca lá naquele lugar escuro e chato chamado "quarto". O papai é assim como um “dragão malvado” que cospe fogo pela boca, um “gigante horroroso” e forte que leva a “fada madrinha” p’ra lá... O menino odeia o pai e ama a mãe.
Para a manina as coisas são diferentes: o papai possui um “pipi”, mas ela não... Ela é assim frágil e delicada como a mamãe. Por que? Ora, deve ser porque a mamãe fez alguma coisa errada com ela ou porque a mamãe cheia de inveja cortou o “pipi” dela fora. Que “bruxa malvada”! Ela tem que ficar ali o dia todo à mercê daquela “madrasta má” que faz torturas horríveis: penteia o cabelo da gente, coloca aqueles sapatos apertados e aquelas roupas com babados. A maldita “bruxa” também não deixa a gente fazer o que é legal e dá bronca o tempo todo! Mas de noite (ah de noite!) o papai volta lá do trabalho em seu cavalo branco e com sua grande espada acaba com o suplício da menina. O papai a coloca no colo e dá muitos beijos. O papai até lhe chama de “minha princesinha”. A menina odeia a mãe e ama o pai.
Mas num dia nefasto, tanto o menino quanto a menina se dão conta de um fato que até então havia lhes passado despercebido: o papai e a mamãe são casados! Isso significa que quando a criança está exilada lá no quarto, muitas coisas acontecem... Como coisas podem acontecer sem que ela, o centro do mundo, esteja presente??? Que horror! Ela não é o centro do mundo! O “gigante mau” é casado com a “fada madrinha”?!!! Ou por outra: a “bruxa má” é casada com o “príncipe encantado”?!!! Isso não pode ficar assim: a criança dará um jeito de destruir isso tudo! Ela usará tudo o que aprendeu lá na fase sádica anal, ela usará os recursos depressivos lá da fase anal masoquista e, se necessário for, até abrirá o berreiro no meio da noite, lembrando-se da fase oral. Vale tudo nessa guerra! Eis o Complexo de Édipo.
Mas a batalha é inglória: o papai está irremediavelmente casado com a mamãe... Mas, se o menino pensar bem verá que o papai “lá nas férias” até que é bem legal: o papai joga bola com a gente, o papai brinca de lutar, o papai conserta o carrinho que quebrou. A mamãe não faz nenhuma dessas coisas direito! Da mesma forma, a menina descobrirá que a mamãe faz coisas interessantíssimas: ela faz poções mágicas fantásticas no fogão, ela sabe usar maquiagem e perfumes sedutores, ela entende destas “coisas de mulher” que o papai não entende direito. O papai é meio abrutalhado e bobão... Desta forma, menino e menina percebem todos os pontos positivos e negativos de ambos o sexos e conseguem desenvolver uma percepção bem mais apurada dos gêneros humanos. No final das contas, a mamãe não é nem uma “bruxa má”, nem uma “fada madrinha”: ela é mulher! O papai não é nem o “dragão que cospe fogo pelas ventas”, nem o “príncipe valente”: ele é homem! Sendo assim, menino e menina adquirem a permissão de abrir mão dos estereótipos perfeitos e se assumirem tal qual são: com virtudes e defeitos, com prós e contras, como homem e mulher. É claro que ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas a semente está lançada.
Dependendo do que tenha ocorrido nesta épocas, nós podemos ter uma influência maior ou menor de cada uma destas fases e atuar a partir destas influências na idade adulta. Sim, porque dificilmente (para não dizer nunca) a vida de alguém transcorre às mil maravilhas como foi aqui descrito, não é mesmo? Sempre haverá uma falha de desenvolvimento aqui e outra ali que fará com que determinados mecanismos, típicos de cada uma destas fases, fiquem mais marcantes em nossa personalidade. Quando uma atuação de qualquer destas fases se dá na idade adulta de forma puramente inconsciente e neurótica, resquícios trazidos à tona inevitavelmente pela super-crise que se chama adolescência (ou “aborrecência”, como gosto de chamar estes “anos rebeldes”), sofreremos e faremos o mundo à nossa volta sofrer com nosso caráter. Mesmo depois de grandes, nós, réles mortais, vez ou outra nos deparamos com nossas porções neuróticas. Isso ocorre toda vez que está em jogo uma questão que envolve autoridade: no trabalho, frente ao policial que quer nos multar, com nossos subalternos, etc. Quando nos damos conta destes nossos (podemos dizer “ridículos”) impulsos primitivos, podemos canalizá-los para formas de expressão mais agradáveis e menos perigosas. Reprimi-las somente piora o caso! O mais aconselhável é a utilização da arte como via de expressão: qualquer atividade artística, sendo livre e criativa, é válida e aqui não importa a mínima se o resultado desta expressão artística é feio ou bonito, se faz sucesso ou não: o que importa é expressar o Inconsciente! Superar ou não estas “limitações” que trazemos da infância não tem a menor importância. O que importa é deixar fluir sua libido, sentir prazer, proporcionar prazer e ser feliz!








